quarta-feira, 27 de agosto de 2008

O Buda em Nossas Vidas


O Budismo é uma filosofia de vida baseada integralmente nos profundos ensinamentos do Buda para todos os seres, que revela a verdadeira face da vida e do universo. Devota a condicionar a mente inserida em seu cotidiano, de maneira a levá-la à paz, serenidade, alegria, sabedoria e liberdade perfeitas, é também uma maneira de viver que extrai os mais altos benefícios da vida.

“O budismo propõe a sua própria superação. O método proposto pelo Buda é um remédio que corrige nossa visão distorcida, viciada. O budismo nos liberta de tudo até mesmo do budismo”, afirma, o biólogo, Antonio Alberto Fonseca, 48.

A religião formou-se no nordeste da Índia, entre os séculos VI e IV a.C, com o Buda, Siddhartha Gautama. Siddhartha viveu aproximadamente entre 563 e 483 a.C. em Nepal. Ele era um rapaz de família rica que por muito tempo não teve contato com a fome, a miséria, a dor e a velhice. Contudo, aos 29 anos teve consciência da existência de todos esses males, ele abriu mão da família, do conforto, do amor e dos amigos, e foi em busca da iluminação.

Quando pregava, o Buda não pretendia converter as pessoas, mas iluminá-las, através dessa religião de sabedoria, onde conhecimento e inteligência predominam. O Budismo trouxe paz interior, felicidade e harmonia a milhões de pessoas por mais de 2.500 anos.

Alberto acredita que a prática ajuda as pessoas através do auto-conhecimento. “O budismo nos ajuda a conhecermos a nós próprios, e nos conhecendo, conhecemos os processos em que estamos imersos, podendo assim conquistar a paz que sempre esteve presente, mas não percebíamos, e nos beneficiaremos com a lucidez”, declarou o biólogo.

Os ensinamentos básicos do budismo são: evitar o mal, fazer o bem e cultivar a própria mente. O objetivo é o fim do ciclo de sofrimento, o samsara. O ponto de partida do budismo é a percepção de que o desejo causa inevitavelmente a dor. Deve-se portanto eliminar o desejo para se eliminar a dor, e assim se atinge a paz interior, que é sinônimo de felicidade.

A relações públicas (RP), Bárbara Odilon Reis, 38, prática o budismo a quinze anos e foi assim que passou a entender o funcionamento da minha mente e agir mais pacificamente. “O budismo é um trabalho árduo. No começo da pŕatica nos deparamos com nossa mente confusa viciada em pensar e em desejar, queremos alguma coisa o tempo todo. Essa confusão pode nos assustar. Mas com determinação, confiança e devoção aso mestres e ao Dharma, os ensinamentos do Buda passamos a olhar o outro e a nós mesmos mais compassivamente”, afirmau Bárbara.

De Nepal o budismo se espalhou através da Índia, Ásia, Ásia Central, Tibete, Sri Lanka (antigo Ceilão), Sudeste Asiático como também para países do Leste Asiático, incluindo China, Myanmar, Coréia, Vietnã e Japão. Hoje o budismo se encontra em quase todos os países do mundo, amplamente divulgado pelas diferentes escolas budistas, e conta com cerca de 376 milhões de seguidores.

Bárbara acredita que se mais pessoas aderissem ao Budismo seria um mundo melhor. “O trabalho é individual, mas quanto mais pessoas envolvidas nesse processo, maior será a compreensão e se formaria uma cultura da meditação, uma cultura do caminho, de forma que as pessoas se sentiriam mais apoiadas para a prática”, declarou a RP.

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