terça-feira, 10 de junho de 2008

Do grego, "Read More"



O corpo da mulher deixou de ser venerado na sua integridade e isso, também, graças à Modernidade. Nela a menstruação não encontra espaço.Nos resíduos da revolução feminina, a inserção da mulher no universo masculino subverteu a natureza. O corpo feminino tem se tornado palco das intervenções médicas, para torná-lo mais integrado a máquina de mídia capitalista.O período menstrual deveria levar a mulher a um momento de recolhimento. No entanto temos muita pressa. Não há espaço para a fisiologia feminina.As culturas que tinham contato com a mãe natureza, entendiam a importância desse ciclo, sua complexidade e significados. Como do símbolo do sangue (vida, sacramento, longevidade), ciclicidade das energias naturais, da limpeza, da purificação.A mulher sempre viveu mais que o homem (menstruando regulamente), á medida que a mulher fica mais semelhante ao modelo masculino, vai tendo as mesmas enfermidades masculinas da maturidade (pressão alta, isquemia cárdiaca, etc.).Menstruar tornou-se uma marca da fragilidade feminina!Criticamos o seguimento das relações humanas atualmente. Desmerecer nossa fisiologia pode ter sido o início desse processo e redescobrir-mos pode ser a porta de nossa ressurreição.


Fonte: Seu Sangue é Ouro, Lara Owen

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