quarta-feira, 11 de junho de 2008

Velha Parceria



Embora alguns jornalistas afirmem que a profissão não tem nada de tecnológica, o Jornalismo estava ligado à tecnologia desde o início. Começando pela substituição das linotipos por máquinas off-set e depois das máquinas de escrever por computadores. Essa parceria continua até os dias atuais, cada vez mais sólida e necessária.

A partir do século XX, presenciamos o surgimento de várias inovações na área de comunicação, como é o caso do telefone, do rádio, do cinema, da televisão, do computador e da internet, que atuam como suporte para o jornalista.

É compreensível, entretanto, que alguns não enxerguem assim já que por muito tempo um muro separou os jornalistas desses inventos. Carlos Sepetiba, revisor do extinto jornal A Gazeta, de Florianópolis, conta que "era na parte da frente que trabalhava a intelectualidade, atrás ficavam gráficos que contavam histórias engraçadas e que, diferentemente dos jornalistas, eram organizados, ideológicos e tinham os salários pagos sempre em dia".

A informatização das redações, na década de oitenta, gerou grandes mudanças no cotidiano profissional dos jornalistas. A introdução do computador "obrigou" jornalistas a se adaptarem a essa nova realidade, a qual exigia maior qualificação, especialização crescente e, principalmente, intensificação do trabalho.

O ambiente também mudou bastante, como no jornal O Globo: "(...) e o impiedoso papel carbono tingia mesas, paletós, mangas de camisa, dedos, mãos e rostos menos atentos (...) montanhas de laudas se formavam para qualquer lado que se olhasse (...) hoje as persianas amarrotadas foram substituídas por um moderno sistema de iluminação que inclui um requinte inimaginável: calhas especialmente desenhadas, cujos focos de luz só iluminam as mesas dos terminais, sem reflexos nos olhos ou nas telas (...) um sistema de ar condicionado central acabou com o clima tropical que sufocava (...) e a sinfonia das pretinhas deu lugar a um silêncio cibernético, propiciado pelos 140 terminais e suas 138 teclas (...) e a limpeza, nada de montanhas de papel", afirma a revista Imprensa.

Eis que surge uma nova relação com o texto. Ao fazê-lo através do computador, o jornalista ganha mobilidade e rapidez, o que é essencial, ainda mais hoje com tantas notícias surgindo, quase, instantaneamente. O jornalista tem que estar atualizado e atualizando seus leitores sempre. A busca por informações seja ela noticiada ou não, aumenta a cada dia. Quem tem informação tem poder.


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