Neste mundo contemporâneo, tão capitalista e industrial, as pessoas engolem suas refeições, saem correndo para seus empregos, se estressam no trânsito e na fila do banco, têm pouco tempo para se divertirem com os amigos, filhos, e familiares, dormem pouco, ficam mal-humorados, sentem mal-estares e acabam pedindo ajuda à terapia, massagem, ioga, pilates e reiki.
Reiki significa “Energia Vital e Universal”, e é uma antiga arte tibetana baseada na canalização da energia vital (ki) através da imposição de mãos. A energia é passada das mãos para os chakras (pontos de energia, localizados ao longo da coluna vertebral) e após isso restabelece o equilíbrio vital do corpo, eliminando doenças e promovendo saúde.
Há tempos praticada por Jesus e por Buda, a técnica foi redescoberta no Japão no início do século XX pelo monge Mikao Usui. Mikao foi mestre de Chujiro Hayashi, para quem transmitiu os ensinamentos. Chujiro passou para Hawayo Takata, a primeira mulher iniciada no reiki (até então isso não era permitido). Takata introduziu o tratamento nos Estados Unidos da América por volta de 1940 e desde então o reiki continua a ser bastante disseminado.
A artista e terapeuta holística, Maria Angélica Sousa, 62, conheceu o reiki em 1995, no Centro Aristom Bertino, no Rio Vermelho, e um ano depois fez sua primeira iniciação. “Eu já trabalhava com cura, e para mim o reiki era mais uma oportunidade de crescimento emocional e espiritual, além de poder ajudar outras pessoas, que vinham até mim”, conta Angélica. Hoje ela é mestra e fala sobre as transformações que percebeu em si, através da prática, “Obtive uma transformação em cada nível. Hoje sinto que a cada dia me torno uma pessoa melhor. Ajudando outras pessoas, senti nestes anos uma melhora nos sintomas de doenças, até mesmo como na quimioterapia”.
Hoje é conhecida como uma terapia, e pode ser um complemento a qualquer tratamento convencional. Não tem contra indicação, pode ser usado em qualquer lugar e a qualquer momento, não depende do estado emocional do indivíduo, e pode ser aplicado em pessoas de todas as idades e também em animais. É aplicado em casos de doença física, emocional ou mental, que vão de dor de cabeça ao câncer. Qualquer pessoa pode aprender e praticá-lo, basta ser iniciado por algum mestre.
A desenhista, Maria Diná de Andrade, 70, é espírita e freqüentadora do Centro Cidade da Luz, contudo isso não a impede de acreditar da eficácia do reiki. “Fiz o tratamento em 2006 para aliviar tensões do trabalho e dessa vida corrida que levamos, e tive um resultado muito positivo. Para mim, receber o reiki é como tomar um passe”, afirma Diná.
Só por hoje; abandono a raiva; abandono as preocupações; conto com todas as benções; faço o meu trabalho honestamente; sou gentil com todas as criaturas vivas, esses são os cinco princípios do reiki. Angélica acredita que o reiki leva as pessoas a tomarem consciência dos seus pensamentos, atitudes perante o mundo e da sua missão como ser nesta existência. “O reiki não fala apenas de espiritualidade, mas principalmente de comportamento humano e social”, afirma a artista.


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